quarta-feira, 4 de março de 2015

Aula 19 - Partida, Reversão e Freio CC de Motor

Uma das técnicas ainda usada para parar o motor é a frenagem por corrente contínua, que consiste em retirar a corrente alternada que alimenta o motor e injetar uma corrente contínua no motor e com isso provocando a frenagem do motor. Nesta partida, será implementada, além do freio, a reversão do motor. 
Este desenho está disponível em:
10_06_017 Partida com Reverção e Freio
A sequência operacional: Ao pressionar S1, o contator K1 é energizado, fornecendo ao motor uma corrente alternada. Quando o motor é desligado por S2 energizará os contatores K3 e K4 que injetará no motor uma contente contínua, que criará um campo magnético estacionário (fixo) no estator. Este campo se opõe ao movimento do eixo do motor, o que fará com que ocorra a frenagem. Ao pressionar S2, o contator K2 é energizado, e seus contatos principais invertem a alimentação das bobinas fazendo com que o motor inverta seu sentido de rotação. Quando o motor é desligado energizará os contatores K3 e K4 o que freará o motor.
A tensão DC injetada do motor deve ser de aproximadamente 20% da tensão de alimentação do motor, pois este procedimento provoca um aquecimento do motor.
© Direitos de autor. 2014: Gomes; Sinésio Raimundo. Última atualização: 10/05/2014

terça-feira, 3 de março de 2015

Aula 18 - Partida e Reversão de Motor

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10_06_002 Partida Direta Reversão
Partida direta com reversão, coordenada com disjuntor destina-se a máquinas que partem em vazio ou com carga e permitindo a inversão do sentido de rotação em partidas normais (< 10 s). O Relé de sobrecarga deve ser ajustado para a corrente de serviço (nominal do motor). Este tipo de partida esta previsto na norma de proteção IEC 60.947-4, que visa a eliminar os riscos para as pessoas e instalações, ou seja, desligamento seguro da corrente de curto-circuito. O conjunto estará incapaz de continuar funcionando após o desligamento, permitindo danos ao contator e o relé de sobrecarga ou outro dispositivo.
As características técnicas e dimensões de chaves de partidas comerciais podem ser consultadas nos catálogos disponíveis nos links abaixo: 14_04_005 Chave de partida Siemens 3RE.
© Direitos de autor. 2014: Gomes; Sinésio Raimundo. Última atualização: 30/04/2014




sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Aula 17 - Partida Direta de Motor

Na partida direta de motor via contator o comando é executado através de uma botoeira de baixa potência, que energiza um contator, que por sua vez aciona o motor. A capacidade elétrica do conjunto botoeira Contator dependerá das características do motor utilizado. Esta partida possibilita o comando à distância de motores, baixo custo pois utiliza basicamente uma botoeira de comando e um contator, permite a conexão de dispositivos de proteção térmica contra sobreaquecimento. No entanto é indicada para motores de pequena capacidade e não atenua o pico de partida.
Este desenho está disponível em:
10_06_009 Partida Direta Motor
A Partida direta, coordenada com fusível destina-se a máquinas que partem em vazio ou com carga em partidas normais (< 10 s). O Relé de sobrecarga deve ser ajustado para a corrente de serviço (nominal do motor) e a freqüência de manobras é de até 15 manobras por hora. Este tipo de partida esta previsto na norma de proteção IEC 60.947-4, que visa a eliminar os riscos para as pessoas e instalações, ou seja, desligamento seguro da corrente de curto-circuito. Não pode haver danos ao relé de sobrecarga ou outro dispositivo, com exceção de leve fundição dos contatos do contator e estes permitam fácil separação sem deformação significativa.
Funcionamento do circuito de Partida Direta de motor por contator protegido por fusível e relé térmico.
LIGAR: Estando sob tensão os bornes R,S ,T e o circuito de comando. Apertando-se o botão S2 a bobina do contator KM1 ( A1, A2) será energizada, esta ação faz fechar os contatos principais do contator KM1 (1 com 2; 3 com 4; 5 com 6) e o contato de selo KM1 (13,14). A bobina se mantém energizada através do contato de selo KM1 (13,14) e o motor funcionará.
DESLIGAR: Para interromper o funcionamento do contator, pulsamos o botão S1; este se abrirá, eliminando a alimentação da bobina, o que provocará a abertura do contato de selo KM1 (13,14) e, consequentemente, dos contatos principais de KM1 ocasionando a parada do motor.
As características técnicas e dimensões de chaves de partidas comerciais podem ser consultadas nos catálogos disponíveis nos links abaixo: 14_05_019 Chave de partida Siemens 3tw.
© Direitos de autor. 2014: Gomes; Sinésio Raimundo. Última atualização: 20/04/2014

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Aula 16 - Acionamentos por Botoeiras e Contator

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10_08_004 Acionamento Chaves
Botoeiras são chaves elétricas acionadas manualmente que apresentam, geralmente, um  contato aberto e outro fechado. De acordo com o tipo de sinal a ser enviado ao comando elétrico, as botoeiras são caracterizadas como pulsadoras ou com trava e podem ser usadas para acionamento direto ou indireto.
As características técnicas e dimensões de Botoeiras comerciais podem ser consultadas no catálogo disponível no link abaixo: 14_08_004 Botoeiras.
As características técnicas e dimensões de Sinalizadores comerciais podem ser consultadas no catálogo disponível no link abaixo: 14_08_005 Sinalizadores L20_TPN.
As características técnicas e dimensões de base e fusíveis comerciais podem ser consultadas nos catálogos disponíveis nos links abaixo: 14_04_001 Base Fusivel AKB.
As características técnicas e dimensões de contatores auxiliares comerciais podem ser consultadas nos catálogos disponíveis nos links abaixo: 14_08_007 Contator auxiliar RAM5.
© Direitos de autor. 2014: Gomes; Sinésio Raimundo. Última atualização: 20/04/2014

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Aula 15 - Como usar o CADe SIMU

Para realizar a construções de diagramas elétricos no CADe Simu antes de qualquer coisa, é necessário que vocês tenham um conhecimento mínimo de Comandos Elétricos. 
O CADe Simu possui sua interface  muito amigável, para desenvolver desenhos elétricos. Sua ampla biblioteca é dividida em grupos: Alimentações: Rede trifásica RST, Neutro, Aterramento, Tensões + e - tipo VCC; Fusíveis : tipo NH e tipo seccionadora; Disjuntores: disjuntores do tipo unipolar, bipolar, tripolar, disjuntor-motor. Contatores, botoeiras, botões pulsador e fixo, contatos auxiliares. Motores: motores trifásico, dahlander, monofásico ,motores com rotor-bobinado, motores corrente-continua. Dispositivos : fim de curso, sensores, auto-transformador , reles temporizadores ( on-delay / off-delay ). O melhor de tudo isso é você pode fazer a simulação do seu circuito corrigindo possíveis erros e falhas na elaboração do desenho.

Primeiramente temos que executar o CADe_Simu.exe e em seguida colocar a senha (Digite: 4962) na caixa “Clave de acesso a CADe_SIMU”. Tendo feito isso a tela do software irá abrir e está tudo pronto para começar.
Na barra de ferramentas há ícones que abrem a biblioteca de símbolos elétricos que estão agrupados por funções de: Alimentações, Fusíveis, Proteções, Contatores, Motores, etc... 
Vamos então inserir a rede trifásica para podermos alimentar nossas cargas (Motor). Vamos selecionar a rede trifásica. Depois é só clicar sobre a área onde é desenhado o diagrama e arrastar o mouse.
Pronto, criamos a rede trifásica, você pode criar com este ícone de três linhas ou uma a uma (você é quem escolhe). Vamos adicionar os fusíveis, o contator, o relé térmico e o motor.
OBS: Clicando duas vezes sobre o contato é possível alterar as TAG`s (nomenclaturas) destes, faça isto para melhor organizar seu diagrama.
O software pode ser baixado no link a seguir:
CADeSimu_setup_PT_BR 
Utilize as linhas para interligar os componentes e não se esqueça de colocar os nós em todos os cruzamentos das linhas. Com todos os componentes identificados vamos incluir a alimentação na linha. Vamos montar o diagrama de comando, encontre os contatos necessários para satisfazer sua necessidade. No meu exemplo estarei utilizando a partida direta de motor trifásico. Execute os mesmos procedimentos do diagrama de potência, colocando os contatos e nomeando-os.
OBS: Não se esqueça da alimentação do diagrama de comando e também coloque os “nós” em cada intersecção de fases.
Vamos à simulação: Com o diagrama pronto click no botão de PLAY, Acione os disjuntores, Acione os botões para começar a simulação. Veja se o comando corresponde ao que se espera.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Revisão 13 - Painel elétrico de comando

Um painel elétrico de comando e montagem industrial pode ser definido como um compartimento modular utilizado para alocar dispositivos eletrônicos em seu interior. Geralmente, os painéis são construídos em estruturas em chapa metálica, com perfis de dobras perfurados ou não, possuindo fechamentos em chapas e portas com sistema de fecho.
O painel elétrico de comando e montagem deve ser construído somente com materiais capazes de resistir esforços mecânicos, elétricos e térmicos, bem como aos efeitos da umidade, que provavelmente serão encontrados em serviço normal. A proteção contra corrosão deve ser assegurada pelo uso de materiais apropriados ou pela aplicação de camadas protetoras equivalentes em superfície exposta, levando em conta as condições pretendidas de uso e manutenção. Os dispositivos e os circuitos de um conjunto devem ser dispostos de maneira que facilite a sua operação e manutenção e, ao mesmo tempo, que assegure o grau necessário de segurança.
Os painéis elétricos de baixa tensão são normatizados NBR IEC 60439-1 (“Conjuntos de manobra e controle de baixa tensão”). Esta norma foi publicada em 01/05/2003, substituindo a antiga NBR 6808 que deixou de vigorar. A norma também é chamada de NBR IEC porque é uma norma equivalente a IEC. A ABNT define que uma norma Brasileira é denominada “equivalente” quando é idêntica à norma internacional, caso contrario seria definida como “baseada”.
Um painel elétrico de comando é utilizado para controlar uma máquina e/ou equipamento. Neste caso, os componentes de um painel de controle dependem da máquina que estão sendo comandadas e do tipo de controle que é necessário. Dificilmente, na literatura, será possível encontrar um assunto que fale sobre todos os tipos de comandos, uma vez que é a exigência do sistema que orienta o controle. Na montagem do painel elétrico de comando são utilizadas chaves eletrônicas, inversores, contatores, CLPs e dispositivos de entrada de sinais (sensores, medidores, etc) com o objetivo de controlar outros dispositivos eletrônicos.
Também são painéis similares ao CCM, porém se diferenciam por conter conversores CC-CC, CC-CA ou CA-CC com a finalidade de, além de acionar, controlar motores elétricos.
Os quadros protegem o painel elétrico como também evita que se ocorra acidentes, como choque elétrico ou dano aos componentes e condutores.
Existem no mercado consumista os mais diversos e variados tipos conectores e de terminais, cada um com um determinado meio de utilização.
As dimensões de quadros podem ser consultadas nos catálogos disponíveis nos links abaixo: 14_08_011 Quadros de Comando Standart .

Revisão 12 - Tomadas industriais com bloqueio mecânico

Quando se insere ou se retira um plugue na relativa tomada, ou durante as operações de manutenção, corremos o risco de contato elétrico direto e o operador pode ser submetido aos efeitos do arco elétrico que se produz ao estabelecer interromper a corrente na manobra sob carga.
A tomada e plugue para uso industrial possuem uma geometria tal que o arco elétrico entre pino e alvéolo se desenvolve dentro de uma câmara fechada e pode provocar para o exterior a emissão de gases ionizados com partículas incandescentes. 
O efeito resulta particularmente danoso para o operador se a jusante da tomada existe um defeito de curto-circuito. A corrente de curto-circuito é interrompida pelos dispositivos de proteção (fusíveis ou disjuntores) no tempo previsto pela característica de intervenção. A energia do arco que se desenvolve depende então do tipo de proteção do circuito de alimentação da tomada. Quando as correntes de curto-circuito superam os 5 kA as manifestações do arco podem se tornar muito perigosas (expulsão violenta de gás com fenômeno explosivo).
Quando se insere ou se retira o plugue, a presença de partículas sólidas e a sujeira determinam o percurso do arco elétrico, que se pode manifestar entre o pino e o alvéolo, antes do contato galvânico, com grande perigo ao operador que nesse momento está executando a operação de conexão. O arco que se manifesta durante as operações indicadas pode ser também a causa de incêndios se a tomada estiver posta em ambientes com risco de incêndio devido à presença de substâncias inflamáveis, muito freqüentes no âmbito industrial.
Nas instalações alimentadas por uma cabina própria de transformação (instalações TN) freqüentemente ocorre que a corrente de curto-circuito, mesmo ao nível de tomadas e plugues, sejam superiores a 5 kA , então par evitar os riscos descritos acima é aconselhável efetuar a inserção e a retirada dos plugues sem tensão nos contatos.
As tomadas e plugues com interbloqueio mecânico garantem essa característica. A inserção e a retirada sem tensão podem ser asseguradas por meio de uma tomada com dispositivo de bloqueio. As figuras indicam o princípio de funcionamento do bloqueio mecânico que impede a inserção ou a retirada do plugue com os contatos sob tensão .
Inserindo o plugue, por meio da alavanca (cor vermelha) libera-se o comando do seccionador que pode ser fechado. Com o interruptor fechado, o plugue não pode ser extraído da tomada graças ao bloqueio mecânico que atua sobre um pedúnculo do plugue (parte vermelha). Para garantir o fechamento/abertura dos contatos da tomada sem tensão, é posto no interior das tomadas interbloqueadas um órgão de comando: interruptor de comando ou seccionador.
No invólucro da tomada interbloqueada é possível instalar também dispositivos de proteção (fusíveis ou disjuntores) obtendo dessa maneira uma solução compacta tanto para o comando funcional (seccionador) quanto para a proteção termo-magnética ou diferencial.
Além disso, para garantir a segurança dos operadores também em caso de manutenção, as tomadas interbloqueadas podem ser dotadas de cadeado que impede o fechamento do interruptor com o plugue inserido o que impede a retirada do plugue com o interruptor fechado.
As características técnicas e dimensões de Tomadas Industriais comerciais podem ser consultadas nos catálogos disponíveis nos links abaixo: 14_09_025 Tomadas Steck.pdf.