segunda-feira, 20 de outubro de 2014

É hora da mudança ...

Comunico a todos os visitantes deste blog que visando uma estrutura mais moderna em termos de publicação de conteúdo online, este blog está de mudança. O endereço virtual é o mesmo, porém todo o conteúdo aqui disponível desde a criação deste blog foi reagrupado por temas e continuará neste mesma página, o que leva a perder alguns endereço para consultas e manutenção dos links existentes pela a web, mas também houve alterações e do material para novas páginas do site. Contamos com a colaboração de todos, atualizando o endereçamento, apontamentos e compartilhamentos pelas diversas rede sociais. Abraços a todos.
Professor Sinésio Gomes

sábado, 11 de outubro de 2014

Aula 77 - Semáforo por contatores e temporizadores

E quem disse que é impossível montar um semáforo por comandos elétricos?!
Pois bem, se enganou completamente.
Diagrama elétrico disponível em:
 
Diagrama Elétrico do painel 02 - Semáforo.
Os desenho e esquema elétrico é do próximo painel a ser montado durante as aulas de Instalações elétricas Industriais. Muitos alunos contestam dizendo que seria impossível e muita gente ainda deve dizer que isso não é possível de se fazer.
Na realidade essa prática é um desafio para o aluno, pois envolve muito raciocínio e agilidade, ou seja, quem consegue executar com sucesso pode-se dizer que aprendeu perfeitamente o assunto.
Comando de um semáforo para um cruzamento simples que entra em operação ao acionar S2 ( Botoeira Verde) e fica no ciclo automático (verde - 10 segundo, amarelo - 3 segundos e vermelho - 7 segundos). O desligamento do semáforo ocorre por pressão em S1 ( Botoeira Vermelha).
Desenho do conjunto disponível em:
Conjunto do Painel 02 - Semáforo.
O diagrama elétrico do Painel do Semáforo está disponível em: Diagrama Elétrico do painel 02 - Semáforo.
O desenho da Tampa de Painel do Semáforo está disponível em:  Tampa do Painel 02 - Semáforo.
Este desenho do Fundo do Painel do Semáforo está disponível em: Fundo do Painel 02 - Semáforo.
O desenho das Canaletas do Semáforo está disponível em: Canaletas do Painel 02 - Semáforo.
O desenho do Trilho do Painel do Semáforo está disponível em:  Trilho do Painel 02 - Semáforo.
A folha do conjunto do Semáforo está disponível em: Conjunto do Painel 02 - Semáforo.
© Direitos de autor. 2014: Gomes; Sinésio Raimundo. Última atualização: 30/10/2014.

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Aula 76 - Como Elaborar um Plano de Trabalho

"O mundo abre as portas para aqueles que sabem onde desejam ir”. Elaborar um plano não garante certeza de sucesso, mas muito contribui para assegurá-lo.

Planejamento implica um esforço sistemático e formal visando aumentar a probabilidade de ocorrerem resultados desejados. Quando planejando simulamos antecipadamente as atividades que deverão ser realizadas e o que deverá ser evitado, condicionando nossa mente em identificar oportunidades e riscos.
Uma amostra de vários projetos, ficou evidente que quanto menos se investiu em planejamento, maior foi o risco de estourar o orçamento. 
Afinal, o que é um Plano? Plano é o detalhamento, passo-a-passo, daquilo que será realizado no decorrer do tempo. 5W2H? As questões clássicas que um plano deve responder são: o que será feito (what), quando (when), onde (where), quem (who), porque (why), como (how) e quanto irá custar (how much).
Disciplina é fundamental, e quanto às incertezas envolvidas, cabe ressaltar a necessidade de alguma flexibilidade, pois planos não devem ser interpretados como trilhos, mas como trilhas. 
Através do plano de trabalho, você destrincha o processo e transforma-o em tarefas alcançáveis, fazendo, então, com que fique mais fácil de identificar aquilo que você almeja.  8 Passos para elaborar um plano de trabalho.
1 - Identifique o propósito do seu plano de trabalho. A maioria dos planos de trabalho são para um determinado período de tempo, isto é, para o bimestre, trimestre, semestre ou para o ano.
Em um projeto pessoal, os planos de trabalho lhe ajudarão a traçar aquilo que pretende fazer, como pretende fazê-lo, e em que data pretende terminar.
2 - Escreva a introdução e o resumo do trabalho. Eles fornecem ao seu supervisor, a informação de que irão precisar para colocar seu plano de trabalho no contexto.
3 - Estabeleça metas e objetivos. As metas devem ser focadas no projeto como um todo. Objetivos devem ser mais específicos e tangíveis.
Objetivos, normalmente, são escritos na voz ativa, utilizando verbos de ação que possuem um significado específico de comando, como: planeje, escreva, aumente, meça.
4 - Considere organizar seu plano de trabalho a partir de objetivos claros e que apresentem um resultado melhor. Inclua em uma tabela, quais são as pessoas e aquilo que irá utilizar para ajudá-las.
Defina o tempo limite e especifique uma data final para o projeto.
5 - Anote quais são seus recursos. Inclua tudo aquilo que for necessário para que você alcance suas metas e seus objetivos. No local de trabalho, os recursos podem incluir coisas como o orçamento financeiro e/ou pessoal, consultores, prédios ou salas. Os recursos podem incluir acesso à diferentes bibliotecas, além de livros, acesso aos computadores e à internet, bem como a professores e outras pessoas que possam te ajudar no caso de você ter alguma dúvida.
6 - Quem é responsável por completar cada tarefa? Mesmo que a equipe inteira esteja trabalhando em uma determinada tarefa, somente uma pessoa deve ser responsável por dar conta de entregá-la pronta na data prevista.
7 - Anote os passos específicos a serem seguidos. Identifique aquilo que precisa acontecer a cada dia ou a cada semana para que você alcance seus objetivos. Anote também os passos que você acha que outras pessoas ou que seu time deverão seguir.
8 - Faça com que seu plano funcione para você. Planos de trabalho podem ser tão detalhados e extensos como você gostaria ou precisaria que fossem.
Utilizando esta dica faço o plano de trabalho para a montagem do conjunto elétrico e mecânico de um sistema de partida e reversão de motores.
A folha do conjunto está está disponível em: 14_08_002 Conjunto Partida e Reversão.pdf.
Um modelo de planejamento para montagem de painéis está disponível em: 14_09_001 Planejamento Montagem Painel.pdf
© Direitos de autor. 2014: Gomes; Sinésio Raimundo. Última atualização: 20/09/2014

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Aula 75 - Diagrama elétrico de Partida e Reversão de Motor com relé de Interface

O primeiro painel a ser Montado será utilizado para Partida Direta e Reversão de Motor de Indução, coordenada com disjuntor destina-se a máquinas que partem em vazio ou com carga e permitindo a inversão do sentido de rotação em partidas normais (< 10 s). O Disjuntor deve ser ajustado para a corrente de serviço (nominal do motor). 
A Partida Direta com Reversão consiste em aplicar ao motor elétrico 100% da tensão necessária para que o mesmo funcione com potência total, esse tipo de partida fornece ao operador a opção de realizar a inversão de rotação do motor quando desejado.
Este desenho está disponível em:
14_09_004 Reversão Interface A4 SRG.pdf
Com isto pode-se partir o motor com carga, desde que seja respeitado seu torque e Fator de Serviço), há facilidade na execução do circuito de partida e de comando, há baixo custo de componentes para executar o acionamento, o motor parte com alto torque na ponta do eixo ou seja potência máxima é há a possibilidade de executar a inversão de rotação do motor quando necessário;
No entanto há alta corrente de partida no momento do acionamento podendo ser de 5 a 9 vezes da corrente nominal, existem limitações a potência dos motores a serem realizadas as partidas diretas, (ex. É recomendado que não sejam acionados em partida direta motores com potência acima de 10 cavalo vapor, pois ocasionam uma grande queda de tensão do circuito na partida), de preferência partir esses motores com baixa carga ou em vazio. Exige dispositivos de acionamento (contatores, disjuntores), mais robustos, com motores com alta carga e alta potência é orientado que a reversão de um sentido para o outro tenha um intervalo, para diminuir o "tranco" da inversão do motor.
Funcionamento do circuito de potência
O DM1 - Disjuntor Motor tem a função de proteger o circuito e o motor contra curto-circuito e contra sobrecargas, o contator K1 tem a função de quando acionado fazer com que o motor funcione no sentido horário, o contator K2 tem a função de quando acionado fazer com que o motor funcione no sentido anti-horário e o Motor Trifásico tem a função de transformar energia elétrica em energia mecânica.
Funcionamento do circuito de Comando
Quando B1 é acionado, desliga os Relés de interfaces RL1 e RL2. Quando B2 pressionado RL1 é acionado, acionando K1 impulsionado o motor a funcionar, no sentido horário, quando B3 pressionado, RL2 aciona K2 impulsionando o motor a funcionar no sentido anti-horário.
Este tipo de partida esta previsto na norma de proteção IEC 60.947-4, que visa a eliminar os riscos para as pessoas e instalações, ou seja, desligamento seguro da corrente de curto-circuito. O conjunto estará incapaz de continuar funcionando após o desligamento, permitindo danos ao contator e o relé de sobrecarga ou outro dispositivo.
© Direitos de autor. 2014: Gomes; Sinésio Raimundo. Última atualização: 15/09/2014

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Aula 74 - Crimpar terminais eletromecânicos

As conexões elétricas são utilizadas em vários setores industriais, numa infinidade de aplicações. Para isso, existe uma grande variedade de terminais e conectores, com dimensões e formas variadas, para atender às diferentes necessidades dos projetos. Toda conexão deve ter duas características imprescindíveis: assegurar a condução de corrente elétrica com eficiência e garantir uma fixação mecânica confiável.
A crimpagem de terminais eletromecânicos envolve diversas teorias sobre conformação mecânica. Neste processo, está envolvida uma diversidade de ferramentas de grande complexidade. Tal processo gera um beneficio na agilidade e na qualidade das conexões e vem sendo cada vez mais utilizado nas indústrias.
Os passos para realizar uma boa conexão são:
1 - Cortar o cabo a ser crimpado. Para cortes de cabos de cobre e alumínio há alicates de corte para pequenas bitolas de cabos, com força aplicada diretamente, até alicates para corte de diâmetros maiores. 
A operação mecânica e o design especial das laminas minimizam a força aplicada na hora do corte. O corte o cabo deve ser no comprimento desejado. Ele terá normalmente o mesmo comprimento dos outros condutores do chicote.
2 - Decapar  o cabo a ser crimpado com ferramenta de decapagem profissional para retirar isolações de fios e cabos de forma impecável. Para os terminais ilhos devemo decapar cerca de 1 cm do fio utilizando o alicate decapador
3 - Crimpar o cabo torna segura a conexão entre o condutor e o contato e tem grandes vantagens ao invés de se fazer um “ponto de solda”. Crimpar significa criar uma forma de contato homogenia e permanente entre o condutor e o elemento de conexão. Esta conexão pode ser feita com ferramentas precisas e de alta qualidade. O resultado é uma conexão segura e confiável tanto mecânica quanto eletricamente. O mecanismo integrado com catraca, presente em muitos alicates garante uma qualidade ótima de crimpagem.
Para isso coloque o conector na extremidade do fio. A parte interna do conector deve estar a 1 ou 2 mm dentro do isolamento do fio (na parte encapada dele), enquanto a parte condutora deve estar no fio decapado. Coloque o conector e o cabo no alicate. Aperte as alças, primeiro crimpando a parte isolante, depois repetindo o processo para a parte condutora do fio.
Para fazer cabos elétricos, é fundamental crimpar terminais, ter habilidade para crimpar terminais é um bom modo de fazer cabos elétricos. Os terminais são inseridos dentro dos conectores de diversos dispositivos.
A crimpagem adequada é essencial para a criação de uma conexão segura e você não corre o risco do fio desencaixar. Para crimpar o pino conector é necessário usar um alicate para crimpar terminal, conector, cabos e alicate decapador de fios. O Alicate Decapador de Fios é bastante simples e se assemelha a um alicate comun, porém nele regula-se a abertura das lâminas de acordo com o diâmetro do condutor a ser desencapado. Outro tipo de decapador é o desarme automático. Nele existem orifícios com diâmetros reguláveis correspondentes aos diversos condutores. Ao pressionar suas hastes, tanto o corte como a remoção da isolação são executados.
A conexão não desmontável (garra crimpada) é obtida através da crimpagem do cabo no terminal, por um dispositivo ou alicate de aplicação. O Alicate Prensa Terminal manual para instalar terminais e emendas não isolados. Possui matriz fixa para compressão, cortadora e desencapadora de fios e cabos.
Alicate de pressão, que funciona sob o princípio de catraca e destina-se exclusivamente para a fixação dos terminais e emendas pré-isoladas. Possui matrizes que realizam simultaneamente as compressões do barril e da luva plástica dos terminais.
A possibilidade de oxidação e corrosão na crimpagem do terminal é eliminada através de uma perfeita conexão obtida entre a garra do terminal e o condutor. 
Esta conexão é convertida basicamente em uma massa homogênea, através da crimpagem, cuja pressão é controlada pela ferramenta de aplicação. Apressão de crimpagem é controlada pela altura (H), como mostra a figura. 
Esta altura é determinada pela condição ótima entre condutividade elétrica e a força de arrancamento do condutor após a aplicação.
No processo de crimpagem, recomenda-se a formação da boca de sino, evitando que a aresta da própria garra condutora possa danificar filamentos do cabo. Além disso, outras características precisam ser observadas para a formação de uma boa crimpagem, conforme ilustrado na Tabela Controle de Crimpagem.
Toda conexão, quando percorrida por uma corrente elétrica, sofre aquecimento por efeito Joule, a exemplo da resistência de um chuveiro. Este aquecimento varia em função de algumas propriedades do terminal, como: material; acabamento; bitola, etc.
As características técnicas e dimensões de terminais de compressão comerciais podem ser consultadas nos catálogos disponíveis nos links abaixo: 14_08_021 Terminais Compressão.
As características técnicas e dimensões de terminais ilhós comerciais podem ser consultadas nos catálogos disponíveis nos links abaixo: 14_08_022 Terminal Tubular Ilhós.

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Aula 73 - Montagem de Quadros de Comando Elétrico

Os quadros de comando elétrico utilizados juntamente com bombas e motores são fundamentais para o bom funcionamento dos equipamentos. Suas funções são: Comandar o funcionamento das bombas; Selecionar entre funcionamento automático e manual; Proteção contra falta de fase; Prevenção de erros de manobra e Proteção contra a maioria das causas de queima de motores.
Os quadros de comando são geralmente compostos por Caixas Metálicas, Disjuntores Motores; Contatores e relés para acionamento e proteção contra sobrecarga; Bornes, Sinaleiros e chaves comutadoras; Relé de proteção contra falta de fase; Alarme; Chave Soft-starter, etc.
As bombas e motores de maior potência, acima de 7,5HP, principalmente em sistemas de recalque, requerem partida mais suave, pois uma partida instantânea, além de causar grande golpe na tubulação e maior consumo de energia, pode danificar os equipamentos.
Para esta aplicação pode ser usado duas opções: Partida em estrela-triângulo e Soft-starter.
As chaves-estrela triângulo permitem o acionamento dos motores em duas velocidades pré-fixadas: uma mais lenta que ao acionar o equipamento, passa automaticamente alguns segundos depois, para a velocidade de funcionamento constante.
Os quadros com chaves Soft-starter são os mais modernos e seguros para acionamento do motor, possibilitando partidas e paradas suaves, acelera e desacelera evitando golpes na tubulação. Além disto, permitem monitorar falhas e trazem maior proteção aos motores.
Já a montagem de quadro com CLP devemos ser mais cuidadosos. Os CLPs, estão preparados para trabalharem em ambientes severos. Contudo, quando corretamente montados e instalados em locais favoráveis, otimiza-se a sua fiabilidade e vida útil.
A montagem do CLP é na vertical, no entanto, também são possíveis, em algumas marcas/modelos, outras posições de montagem. Para informação detalhada, consultar os respectivos manuais.
A fixação do CLP pode ser efetuada através de: Painel com fixação por parafusos ou Calha DIN com perfil simétrico sendo, neste caso, necessários dois batentes de bloqueio (figura 2) nas faces laterais do CLP .
A Distribuição da Aparelhagem em automatismos de pequena complexidade opta-se normalmente pela distribuição da aparelhagem, na base de fixação (platina), de acordo com a ordem dos aparelhos no circuito de potência (figura 4).
As canaletas são responsáveis pelo acondicionamento dos condutores do painel, incorporando estética e até mesmo facilitando a manutenção e limpeza do mesmo.
As dimensões de canaletas podem ser consultadas no catálogo disponível no link abaixo: 14_08_010 Canaletas.pdf .
Os quadros protegem o painel elétrico como também evita que se ocorra acidentes, como choque elétrico ou dano aos componentes e condutores.
Existem no mercado consumista os mais diversos e variados tipos de painéis e quadro elétricos, cada para uma determinada aplicação.
As dimensões de quadros podem ser consultadas nos catálogos disponíveis nos links abaixo: 14_08_011 Quadros de Comando Standart .
Os terminais são indispensáveis em circuitos de comandos, por aumentar a estética do painel, e principalmente a resistência mecânica dos condutores nos contatos fixos dos componentes, evitando mal contato, e consequentemente, aquecimento.
As características técnicas e dimensões de terminais de compressão comerciais podem ser consultadas nos catálogos disponíveis nos links abaixo: 14_08_021 Terminais Compressão.
Para evitar problemas, os terminais devem ser escolhidos corretamente, de acordo com a utilização, e devem estar crimpados corretamente com equipamento apropriado. 
As características técnicas e dimensões de terminais ilhós comerciais podem ser consultadas nos catálogos disponíveis nos links abaixo: 14_08_022 Terminal Tubular Ilhós.
Também conhecido como PG, os prensa cabos são essenciais para a proteção interna de um painel, seja ele de comando, potencia, proteção, etc. E também prevalesse a estética do mesmo. 
As características técnicas e dimensões de prensa cabos comerciais podem ser consultadas nos catálogos disponíveis nos links abaixo: 14_08_017 Prensa Cabos e Tampoes .
Os condutores deverão ser facilmente identificáveis nos pontos visíveis do painel. Sendo os cabos de alimentação Cabo Positivo ( +24 Vcc) será na cor vermellha e identificação através de anilha com sinal gráfico "+" e o Cabo Negativo ( 0 Vcc) será na cor preta e identificação através de anilha com sinal gráfico "-".
Os condutores de Fase (220 Vac): R será na cor preta e identificação através de anilha com sinal gráfico "R",  Fase S será na cor branca e identificação através de anilha com sinal gráfico "S",  Fase T será na cor vermelho e identificação através de anilha com sinal gráfico "T", o Cabo Neutro ( 0 Vac) será na cor azul e identificação através de anilha com sinal gráfico "N" e finalmente o Cabo de proteção ( Terra ) será de dupla coloração nas cores verde e amarelo e identificação através de anilha com sinal gráfico "GND" .
Caso haja identificação de sequência de fase pela disposição deverá ser feito: da esquerda para direita, de cima para baixo e de frente para trás na seguinte ordem ( R, S, T, N e PE)
O anilhamento identifica e organiza os condutores em seus circuitos, facilitando a montagem e manutenção dos painéis.
Exemplo: R - S - T - N - PE utilizados para Alimentação. X - Y - Z e U - V - W para Ligação ao motor e números 1-2-3-... pra Bornes do circuito de comando.
As características técnicas e dimensões de Conectores de passagem comerciais podem ser consultadas nos catálogos disponíveis nos links abaixo: 14_08_016 Bornes-M.
As características técnicas de anilhas comerciais podem ser consultadas nos catálogos disponíveis nos links abaixo: 14_08_017 Anilhas.
O cabos devem ser ser organizados com fitas ou cadarços com um revestimento de cera com nó mais firme quando amarradas corretamente. O uso de braçadeira serve para manter os cabos bem arranjados e organizados.
As características de braçadeira comerciais podem ser consultadas nos catálogos disponíveis nos links abaixo: 14_09_023 Fixação de cabos.
Para o caso de automatismos de pequena complexidade, que se destinem a serem colocados num armário com todos os elementos aí cablados, o ensaio, tendo em atenção as normas de segurança aplicáveis, deve ser efetuado do seguinte modo:
1. Desligar os aparelhos que alimentam os vários circuitos:
• Circuito de potência: abrir seccionadores, desligar disjuntores-motor, fechar as alimentações pneumáticas e/ou hidráulicas, etc.
• Circuito das saídas: desligar o circuito de alimentação dos pré-atuadores;
• CLP: desligar o seu circuito de alimentação.
2. Verificar as regulações e as proteções dos aparelhos;
3. Ligar o cabo de alimentação do automatismo à rede elétrica e, após, estabelecer o fornecimento de energia;
4. Ligar o disjuntor da alimentação do CPL e verificar o seu funcionamento, atuando sobre os sensores. Proceder à afinação e regulação do programa;
5. Manter o circuito de potência desligado, ligar o circuito de alimentação das saídas do CLP e verificar o funcionamento dos pré-atuadores;
6. Ligar a alimentação do circuito de potência e proceder ao ensaio em carga do automatismo.
Para o caso de automatismos complexos, o ensaio deve ser feito recorrendo a simuladores que permitam verificar todas as situações de funcionamento.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Aula 72 - Cortar e ajustar canaletas para esconder cabos elétricos.

Cabos elétricos expostos não são uma maneira adequada para fazer uma instalação elétrica, além de ser perigoso. É melhor agrupar e organizar os cabos em canaletas instaladas no painel. 
A instalação é simples e você pode fazer como explicado a seguir. A escolha da canaletas depende da seção e quantidade de cabos que temos no painel. No mercado há uma variedade de modelos. 
Meça com uma trena ou escala o comprimento do painel onde se vai colocar a canaletas. 
Transfira a medida para a canaletas com um riscador. Com uma caixa de esquadria e a serra manual no canal de corte necessário com o ângulo adequado para casos de cantos externos, cantos internos ou em ângulos, realize o corte. Use um estilete para retirar as rebarbas na parte interna do canal de cabos. 
Colocamos fita dupla face na base da canaletas e removemos o papel protetor para o lado, aplicando pressão na canaleta sobre o painel. Em seguida, instalamos os cabos na parte interna da canaleta. Se quisermos fazer uniões "T", devemos marcar a largura do canal na parte vertical da canaleta. Além de seu papel estético, colocando canaletas traz um elemento de segurança para a instalação, uma vez que o risco de acidentes por falha na isolação é reduzido com estes acessórios.
Este desenho está disponível em:
14_08_013 Canaletas do Painel de Partida e Reversão
Para se obter juntas perfeitas com ângulo de 90°, como no caso de canaletas, o melhor sistema é o de meia esquadria. Ele exige, no entanto, absoluta precisão nos cortes. Para facilitar, devemos usar um gabarito, que você poderá usar sem dificuldade, acompanhando as explicações a seguir. Prenda o gabarito na bancada, com parafusos, ou firme-o na morsa. Com lápis e riscador, marque a linha de corte na canaleta, deixando 1 mm a mais para acabamento. 
Calce o fundo do gabarito com um pedaço de madeira e apoie sobre este a peça a ser cortada. 
Este desenho está disponível em:
14_08_014 Trilho do Painel de Partida e Reversão de Motor
A marca feita com lápis deve coincidir com o rasgo de guia. Firmando a peça contra a parede do gabarito, comece a cortar com a serra manual; incline levemente a ponta da serra para baixo, nivelando-a à medida que for alcançando a base. Corte com movimentos lentos, para não torcer a serra e danificar o rasgo de guia do gabarito.
Os cortes de canaletas e trilhos são executados com o Arco de Serra que é uma ferramenta manual de um arco de aço carbono, onde deve ser montada uma lâmina de aço ou aço carbono, dentada e temperada. O arco de serra caracteriza-se por ser regulável ou ajustável de acordo com o comprimento da lâmina. A lâmina de serra é caracterizada pelo comprimento ( 8" - 10" - 12" ) e pelo número de dentes por polegada ( 18 -24 e 32).
1. A serra manual é usada para cortar materiais, para abrir fendas e rasgos.
2. Os dentes das serras possuem travas, que são deslocamentos laterais dos dentes em forma alternada, a fim de facilitar o deslizamento da lâmina durante o corte.
3. A lâmina de serra deve ser selecionada, levando-se em consideração:
a) a espessura do material a ser cortado, que não deve ser menor que dois passos de dentes.
b) O tipo de material, recomendando-se maior número de dentes para materiais duros.
4. A tensão da lâmina de serra no arco deve ser a suficiente para mantê-la firme.
5. Após o uso do arco de serra a lâmina deve ser destensionada.
As canaletas e trilhos serão fixadas ao fundo do painel com o Alicate Rebitador. Este Alicate é usado para efetuar a fixação de peças com rebites. O procedimento de rebitagem está descrito a seguir:
1. Coloca-se o rebite no furo.
2. O rebitador agarra o mandril.
3. O rebitador traciona o mandril e a cabeça deste efetua a rebitagem, que estará completa com o final destaque da haste.

4. A rebitagem está concluída e as partes firmemente fixadas.
© Direitos de autor. 2014: Gomes; Sinésio Raimundo. Última atualização: 05/09/2014