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sexta-feira, 10 de novembro de 2023

Aula Prática 76 - Partida e Reversão de Motor de Duplo Bobinado com CLP em 24v


O motor de enrolamentos separados (dois bobinados) possui na mesma carcaça dois enrolamentos independentes e bobinados com números de pólos diferentes. Este tipo de motor proporciona velocidades diferentes em um mesmo eixo. Na grande maioria, são para apenas um valor de tensão, pois as religações disponíveis geralmente permitem apenas a troca das velocidades.
Diagrama elétrico CAD disponível em: 18_06_04 Cad
para partida e reversão de Motor de dois bobinados com CLP.
A potência e a corrente para cada rotação são diferentes. No motor de enrolamentos separados a rotação depende do número de pólos magnéticos formados internamente em seu estator, este tipo de motor possui na mesma carcaça dois enrolamentos independentes e bobinados com números de pólos diferentes. Ao alimentar um ou outro, se terá duas rotações, uma chamada baixa e outra, alta.
As rotações dependerão dos dados construtivos do motor, não havendo relação obrigatória entre baixa e alta velocidade. Exemplos: 6/4 pólos (1200 /1800 rpm); 12/4 pólos (600/1800 rpm), etc.
Diagrama Ladder disponível em: 18_06_04 Ladder
para partida e reversão de Motor de dois bobinados com CLP
.
Ao alimentar uma das rotações, deve-se ter o cuidado de que a outra esteja completamente desligada, isolada e com o circuito aberto, pelos seguinte motivos: não há possibilidade de o motor girar em duas rotações simultaneamente; nos terminais não conectados à rede haverá tensão induzida gerada pela bobina que está conectada (neste sistema tem-se construído basicamente um transformador trifásico); caso circule corrente no enrolamento que não está sendo alimentado surgirá um campo magnético que interferirá com o campo do enrolamento alimentado. Essas são as razões pela quais os enrolamentos destes motores são fechados internamente em estrela (Y).
Este comando não possui inter-travamento permitindo a mudança de baixa velocidade para alta e reversão.
Definindo I/O: Entradas e saídas do CLP:


  • I1 - B0 = Botão de emergência vermelho normal fechado; 
  • I2 - DM1 = Contato auxiliar do disjuntor motor 01, normal aberto;
  • I3 - DM2 = Contato auxiliar do disjuntor motor 02, normal aberto;
  • I4 - S0 = Botão desliga vermelho normal fechado;
  • I5 - S1 = Botão liga verde (horário alta) normal aberto;
  • I6 - S2 = Botão liga preto (anti-horário alta) normal aberto;
  • I7 - S3 = Botão liga amarelo (horário baixa) normal aberto;
  • I8 - S4 = Botão liga azul (anti-horário baixa) normal aberto;


  • Q1 - K1 = Contator velocidade 01 do Motor de dois bobinados (horário alta);
  • Q2 - K2 = Contator velocidade 02 do Motor de dois bobinados (anti-horário alta);
  • Q3 - K3 = Contator velocidade 03 do Motor de dois bobinados (horário baixa);
  • Q4 - K4 = Contator velocidade 04 do Motor de dois bobinados (anti-horário baixa);
  • Q5 - H3 á H6 = Sinalização de sentido e velocidade do Motor de dois bobinados;
  • Q6 - H2 = sinalização de painel energizado - Vermelho;
  • Q7 - H1 = Sinalização de falha térmica - Laranja;
  • Q8 - H0 = Sinalização de emergência - Sonoro;

Diagrama elétrico e ladder do sistema de partida e reversão de Motor de dois bobinados com comado elétrico por controlador lógico programável utilizados na Matéria de Manutenção de Sistemas Elétricos Industriais estão disponíveis abaixo: 
© Direitos de autor. 2018: Gomes; Sinésio Raimundo. Última atualização: 19/06/2018

sexta-feira, 28 de abril de 2023

Aula Prática 26 - Partida Baixa Alta de Motor de Duplo Bobinado em 24v


Figura 01 - Esquemas de ligação para 
Partida de Motor de Duplo Bobinado em 24v
Na figura 01 representa o diagrama de circuito de circuito de alimentação e comando para controle de energização de um enrolamento do motor de duas velocidades independentes.
De acordo com os esquemas, cada enrolamento é alimentado por um contator. Com a botoeira S1 liga K1 (velocidade lenta), que é alimentado com o seu contato auxiliar 13-14; o bloqueio com o contato NC 21-22 impede a conexão na velocidade alta sem antes desligar a velocidade lenta (K1). Com o a botoeira S2 liga K2 (velocidade rápida), selado com o seu contato auxiliar 13-14 e desativa a velocidade baixa com a conexão do outro contato NF 21-22.
Haverá uma proteção independente DM1 e DM2 para cada um dos enrolamentos. Com S0 desliga-se tanto K1 como K2.

Diagrama elétrico de Partida Baixa Alta de Motor de Duplo Enrolamento está disponível em: 19_10_19 Partida Baixa Alta de Motor de Duplo Enrolamento em 24v .


© Direitos de autor. 2016: Gomes; Sinésio Raimundo. Última atualização: 21/10/2019

quinta-feira, 27 de abril de 2023

Aula Prática 25 - Partida e Reversão de Motor de Duplo Bobinado em 24v

Figura 01 - Esquemas de ligação 
para Partida e reversão em 24v de Motor de Duplo Bobinado
Este tipo de motor proporciona velocidades diferentes em um mesmo eixo. Na grande maioria, são para apenas um valor de tensão, pois as religações disponíveis geralmente permitem apenas a troca das velocidades. A potência e a corrente para cada rotação são diferentes. No motor de enrolamentos separados a rotação depende do número de pólos magnéticos formados internamente em seu estator, este tipo de motor possui na mesma carcaça dois enrolamentos independentes e bobinados com números de pólos diferentes. Ao alimentar um ou outro, se terá duas rotações, uma chamada baixa e outra, alta.
As rotações dependerão dos dados construtivos do motor, não havendo relação obrigatória entre baixa e alta velocidade. Exemplos: 6/4 pólos (1200 /1800 rpm); 12/4 pólos (600/1800 rpm), etc.
Ao alimentar uma das rotações, deve-se ter o cuidado de que a outra esteja completamente desligada, isolada e com o circuito aberto, pelos seguinte motivos: não há possibilidade de o motor girar em duas rotações simultaneamente; nos terminais não conectados à rede haverá tensão induzida gerada pela bobina que está conectada (neste sistema tem-se construído basicamente um transformador trifásico); caso circule corrente no enrolamento que não está sendo alimentado surgirá um campo magnético que interferirá com o campo do enrolamento alimentado. Essas são as razões pela quais os enrolamentos destes motores são fechados internamente em estrela (Y).
Funcionamento está descrito abaixo nas etapas de sinalização e funcionamento: 
  1. O sinaleiro H0 sonoro vermelho pulsante indicará emergência acionado. 
  2. O sinaleiro H1 laranja  indica falha térmica, no disjuntor motor e/ou relé térmico.
  3. O sinaleiro H2 vermelho indica painel energizado. 
  4. LIGAR HH: Ao pressionar S1 - verde, o contator  K1 será energizado. Os contatos principais de K1 são responsáveis pela alimentação das bobinas U1, V1, W1 fazendo com que o motor gire no sentido horário na velocidade alta, sinalizado esta condição através do sinaleiro H3 - Verde.
  5. LIGAR HL: Ao pressionar S2- amarelo, o contator  K2 será energizado. Os contatos principais de K2 são responsáveis pela alimentação das bobinas U2, V2, W2 fazendo com que o motor gire no sentido horário na velocidade baixa, sinalizado esta condição através do sinaleiro H4 - Amarelo.
  6. LIGAR AH: Ao pressionar S3 - preto, o contator  K3 será energizado. Os contatos principais de K3 são responsáveis pela alimentação das bobinas U1, V1, W1 fazendo com que o motor gire no sentido anti-horário na velocidade alta, sinalizado esta condição através do sinaleiro H4 - Branco.
  7. LIGAR AL: Ao pressionar S4- azul, o contator  K4 será energizado. Os contatos principais de K4 são responsáveis pela alimentação das bobinas U2, V2, W2 fazendo com que o motor gire no sentido anti-horário na velocidade baixa, sinalizado esta condição através do sinaleiro H5 - Azul.
  8. DESLIGAR: Quando o motor é desligado por S0 energizará o contator K4 e o temporizador, que bloqueia a reenergização do motor através do temporizador que deve ser sincronizado com a chave de partida centrífuga. 
  9. EMERGÊNCIA: Apertando-se a botoeira S0 vermelha, o sinaleiro H0 - sonoro vermelho pulsante indicará emergência acionado.
Diagrama elétrico de Partida e reversão de Motor de Duplo Enrolamento está disponível em: 19_10_21 Partida e reversão em 24v de Motor de Duplo Bobinado .

© Direitos de autor. 2016: Gomes; Sinésio Raimundo. Última atualização: 05/10/2019

sexta-feira, 21 de abril de 2023

Aula Prática 24 - Partida Direta de Motor de Duplo Bobinado em 24v

Fórmula 01 - Velocidade síncrona de motor
Existem muitas aplicações industriais que necessitem de motores de indução com a capacidade de mudança de sua velocidade. Há diferentes técnicas para reduzir ou aumentar o número de rotações do motor que se desenvolveram em um determinado momento.
Os motores assíncronos em corrente alternada tem a sua operação na produção de um campo magnético rotativo produzido pelos três bobinas fixas com um desfasamento de 120° e correntes alternadas com o mesmo ângulo de fase elétrica. A velocidade do motor não depende do valor da tensão, mas o valor da frequência da rede de energia AC e o número de pares de pólos magnéticos da máquina, conforme fórmula abaixo, onde:
Figura 01 - Esquemas de ligação 
de motor de duplo enrolamento
N : Velocidade em rotações por minuto (rpm);
f : frequência em Hz;
p : Número de pares de pólos.
Deduz se, portanto, que as técnicas mais significativas para variar a velocidade de um motor de indução em um ponto envolve a modificação do número de pólos que têm a máquina ou alterar o valor da frequência. Quanto a sistemas para variar a velocidade de agir sobre o número de pólos do motor incluem: Os motor de enrolamentos independentes e o motor Dahlander ou a modificação da frequência da rede elétrica com uso de conversores de frequência.
Motor com enrolamentos independentes consiste em dois estatores enrolamentos eletricamente independentes e normalmente conectados em estrela, sem conexão comum com ambos os enrolamentos.
Cada um dos enrolamentos do motor foi construído para uma determinada velocidade, e podem ser utilizados separadamente, conforme necessário.
Baseado em que a rotação de um motor elétrico (rotor gaiola) depende do número de pólos magnéticos formados internamente em seu estator, o motor de enrolamentos separados possui na mesma carcaça dois enrolamentos independentes e bobinados com números de pólos diferentes. Ao alimentar um ou outro, se terá duas rotações, uma chamada baixa e outra, alta.
Figura 02 - Esquemas de ligação 
para Partida de Motor de Duplo Bobinado em 24v
As rotações dependerão dos dados construtivos do motor, não havendo relação obrigatória entre baixa e alta velocidade. Exemplos: 6/4 pólos (1200 /1800 rpm); 12/4 pólos (600/1800 rpm).
Ao alimentar uma das rotações, deve-se ter o cuidado de que a outra esteja completamente desligada, isolada e com o circuito aberto, pelos seguinte motivos: não há possibilidade de o motor girar em duas rotações simultaneamente; nos terminais não conectados à rede haverá tensão induzida gerada pela bobina que está conectada; caso circule corrente no enrolamento que não está sendo alimentado surgirá um campo magnético que interferirá com o campo do enrolamento alimentado; não é interessante que circule corrente no bobinado que não está sendo utilizado, tanto por questões técnicas como econômicas (consumo de energia). Essas são as razões pela quais os enrolamentos destes motores são fechados internamente em estrela (Y).
Diagrama elétrico de Partida de Motor de Duplo Enrolamento está disponível em: 19_10_17_Partida_de_Motor_de_Duplo_Bobinado_em_24v.
© Direitos de autor. 2015: Gomes; Sinésio Raimundo. Última atualização: 22/10/2019

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Comandos Elétricos - Aula 3.19 - Partida Direta e Reversão de Motor de Dois Bobinados

Figura 01 - Esquemas de ligação 
para Partida e reversão de Motor de dois bobinados
Este tipo de motor proporciona velocidades diferentes em um mesmo eixo. Na grande maioria, são para apenas um valor de tensão, pois as religações disponíveis geralmente permitem apenas a troca das velocidades. A potência e a corrente para cada rotação são diferentes. No motor de enrolamentos separados a rotação depende do número de pólos magnéticos formados internamente em seu estator, este tipo de motor possui na mesma carcaça dois enrolamentos independentes e bobinados com números de pólos diferentes. Ao alimentar um ou outro, se terá duas rotações, uma chamada baixa e outra, alta.
As rotações dependerão dos dados construtivos do motor, não havendo relação obrigatória entre baixa e alta velocidade. Exemplos: 6/4 pólos (1200 /1800 rpm); 12/4 pólos (600/1800 rpm), etc.
Ao alimentar uma das rotações, deve-se ter o cuidado de que a outra esteja completamente desligada, isolada e com o circuito aberto, pelos seguinte motivos: não há possibilidade de o motor girar em duas rotações simultaneamente; nos terminais não conectados à rede haverá tensão induzida gerada pela bobina que está conectada (neste sistema tem-se construído basicamente um transformador trifásico); caso circule corrente no enrolamento que não está sendo alimentado surgirá um campo magnético que interferirá com o campo do enrolamento alimentado. Essas são as razões pela quais os enrolamentos destes motores são fechados internamente em estrela (Y).
Funcionamento está descrito abaixo nas etapas de sinalização e funcionamento: 
  1. O sinaleiro H0 sonoro vermelho pulsante indicará emergência acionado. 
  2. O sinaleiro H1 laranja  indica falha térmica, no disjuntor motor e/ou relé térmico.
  3. O sinaleiro H2 vermelho indica painel energizado. 
  4. LIGAR HH: Ao pressionar S1 - verde, o contator  K1 será energizado. Os contatos principais de K1 são responsáveis pela alimentação das bobinas U1, V1, W1 fazendo com que o motor gire no sentido horário na velocidade alta, sinalizado esta condição através do sinaleiro H3 - Verde.
  5. LIGAR HL: Ao pressionar S2- amarelo, o contator  K2 será energizado. Os contatos principais de K2 são responsáveis pela alimentação das bobinas U2, V2, W2 fazendo com que o motor gire no sentido horário na velocidade baixa, sinalizado esta condição através do sinaleiro H4 - Amarelo.
  6. LIGAR AH: Ao pressionar S3 - preto, o contator  K3 será energizado. Os contatos principais de K3 são responsáveis pela alimentação das bobinas U1, V1, W1 fazendo com que o motor gire no sentido anti-horário na velocidade alta, sinalizado esta condição através do sinaleiro H4 - Branco.
  7. LIGAR AL: Ao pressionar S4- azul, o contator  K4 será energizado. Os contatos principais de K4 são responsáveis pela alimentação das bobinas U2, V2, W2 fazendo com que o motor gire no sentido anti-horário na velocidade baixa, sinalizado esta condição através do sinaleiro H5 - Azul.
  8. DESLIGAR: Quando o motor é desligado por S0 energizará o contator K4 e o temporizador, que bloqueia a reenergização do motor através do temporizador que deve ser sincronizado com a chave de partida centrífuga. 
  9. EMERGÊNCIA: Apertando-se a botoeira S0 vermelha, o sinaleiro H0 - sonoro vermelho pulsante indicará emergência acionado.
Diagrama elétrico de Partida e reversão de Motor de Duplo Enrolamento está disponível em: 17_10_09 Partida e reversão de motor de dois bobinados .


© Direitos de autor. 2016: Gomes; Sinésio Raimundo. Última atualização: 05/10/2017

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Comandos Elétricos - Aula 3.18 - Partida Baixa - Alta de Motor de Dois Bobinados


Figura 02 - Esquemas de ligação 
para Partida de Motor de duplo enrolamento
Na figura 01 representa o diagrama de circuito de circuito de alimentação e comando para controle de energização de um enrolamento do motor de duas velocidades independentes.
De acordo com os esquemas, cada enrolamento é alimentado por um contator. Com a botoeira S1 liga K1 (velocidade lenta), que é alimentado com o
seu contato auxiliar 13-14; o bloqueio com o contato NC 21-22 impede a conexão na velocidade alta sem antes desligar a velocidade lenta (K1). Com o a botoeira S2 liga K2 (velocidade rápida), selado com o seu contato auxiliar 13-14 e desativa a velocidade baixa com a conexão do outro contato NF 21-22.
Haverá uma protecção independente F1 e F2 para cada um dos enrolamentos. Com S3 desliga-se tanto K1 como K2.

Diagrama elétrico de Partida de Motor de Duplo Enrolamento está disponível em: 16_04_17 Partida de motor de Duplo Enrolamento .


© Direitos de autor. 2016: Gomes; Sinésio Raimundo. Última atualização: 05/05/2016

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Comandos Elétricos - Aula 3.17 - Partida Direta de Motor de Dois Bobinados

Existem muitas aplicações industriais que necessitem de motores de indução com a capacidade de mudança de sua velocidade. Há diferentes técnicas para reduzir ou aumentar o número de rotações do motor que se desenvolveram em um determinado momento.
Os motores assíncronos em corrente alternada tem a sua operação na produção de um campo magnético rotativo produzido pelos três bobinas fixas com um desfasamento de 120° e correntes alternadas com o mesmo ângulo de fase elétrica. A velocidade do motor não depende do valor da tensão, mas o valor da frequência da rede de energia AC e o número de pares de pólos magnéticos da máquina, conforme fórmula abaixo, onde:
Fórmula 01 - Velocidade síncrona de motor
N : Velocidade em rotações por minuto (rpm);
f : frequência em Hz;
p : Número de pares de pólos.
Deduz se, portanto, que as técnicas mais significativas para variar a velocidade de um motor de indução em um ponto envolve a modificação do número de pólos que têm a máquina ou alterar o valor da frequência. Quanto a sistemas para variar a velocidade de agir sobre o número de pólos do motor incluem: Os motor de enrolamentos independentes e o motor Dahlander ou a modificação da frequência da rede elétrica com uso de conversores de frequência.
Figura 01 - Esquemas de ligação 
de motor de duplo enrolamento
Motor com enrolamentos independentes consiste em dois estatores enrolamentos eletricamente independentes e normalmente conectados em estrela, sem conexão comum com ambos os enrolamentos.
Cada um dos enrolamentos do motor foi construído para uma determinada velocidade, e podem ser utilizados separadamente, conforme necessário.
Baseado em que a rotação de um motor elétrico (rotor gaiola) depende do número de pólos magnéticos formados internamente em seu estator, o motor de enrolamentos separados possui na mesma carcaça dois enrolamentos independentes e bobinados com números de pólos diferentes. Ao alimentar um ou outro, se terá duas rotações, uma chamada baixa e outra, alta.
Figura 02 - Esquemas de ligação 
para Partida de Motor de duplo enrolamento
As rotações dependerão dos dados construtivos do motor, não havendo relação obrigatória entre baixa e alta velocidade. Exemplos: 6/4 pólos (1200 /1800 rpm); 12/4 pólos (600/1800 rpm).
Ao alimentar uma das rotações, deve-se ter o cuidado de que a outra esteja completamente desligada, isolada e com o circuito aberto, pelos seguinte motivos: não há possibilidade de o motor girar em duas rotações simultaneamente; nos terminais não conectados à rede haverá tensão induzida gerada pela bobina que está conectada; caso circule corrente no enrolamento que não está sendo alimentado surgirá um campo magnético que interferirá com o campo do enrolamento alimentado; não é interessante que circule corrente no bobinado que não está sendo utilizado, tanto por questões técnicas como econômicas (consumo de energia). Essas são as razões pela quais os enrolamentos destes motores são fechados internamente em estrela (Y).
Diagrama elétrico de Partida de Motor de Duplo Enrolamento está disponível em: 17_10_08 Partida de motor de Duplo Enrolamento.
© Direitos de autor. 2015: Gomes; Sinésio Raimundo. Última atualização: 22/02/2015

domingo, 3 de outubro de 2004

Aula 17 - Relés utilizados em comandos elétricos

Relé temporizador

É possível construir um relé com um dispositivo temporizador que atrasa o acionamento da bobina. Este tipo de relé é conhecido como TDR (time delay relay – relé com atraso de tempo).
A representação do relé temporizado no diagrama elétrico é idêntica ao relé, porém leva internamente, ou próximo à bobina, a denotação TDR ou TR. Há dois tipos de relés temporizados: um deles é conhecido como TON, e o outro, como TOF. Vamos ver a diferença entre os dois.

Relé TON (on delay) - É utilizado em um circuito em que se deseja que a bobina seja acionada após certo tempo (ajustado pelo operador). Nesse exato momento, todos os contatos da bobina, que são do tipo NF, passam a abrir, e os contatos do tipo NA passam a fechar, até que as condições de energização sejam desativadas.
Quando este evento ocorrer, o relé temporizado desligará e seu ajuste de tempo normalizará, zerando o valor da contagem. Este temporizador é muito útil quando precisamos atrasar a ativação de algum equipamento, como, por exemplo, quando partimos um motor de uma máquina. Nesse caso, muitas vezes necessitamos que alguns equipamentos fiquem desligados por um pequeno intervalo de tempo até que o motor chegue à sua velocidade de trabalho.


Relé TOF (off delay) - É utilizado quando necessitamos deixar um equipamento ligado durante certo tempo, mesmo após a condição de ativação ser desligada.
Como exemplo de aplicação podemos citar um sistema de refrigeração em que a ventilação precisa ficar acionada mesmo após a máquina ter sido desligada.

Existem no mercado consumista os mais diversos e variados tipos temporizadores, cada um com um determinado meio de utilização.
As dimensões de quadros podem ser consultadas nos catálogos disponíveis nos links abaixo: 14_09_04 Temporizador COEL AEG_r3.pdf

Relé de Seqüência de Fase

O Relé de Seqüência de Fase destina-se à proteção de sistemas trifásicos contra inversão da seqüência direta das fases (L1-L2-L3). O dispositivo RSF deve ser conectado diretamente à rede a ser monitorada. Seu contato de saída deverá ser utilizado para interromper a operação do motor ou processo a ser protegido.
O relé comutado á a rede com a seqüência das fases ligada corretamente, comuta os contatos para a posição de trabalho quando ocorre à inversão da seqüência das fases ocorrerá a desenergização dos contatos interrompendo sistema.
Aplicação: Protege instalações contra inversão de fase, que compromete o funcionamento de motores, equipamentos ou processos. Seu relé interno comutará, desligando o sistema sob proteção sempre que a rede monitorada estiver com a fase invertida.

Relé Auxiliar

As interfaces de relés auxiliares são utilizados para a proteção tanto das entradas quanto da saídas do CLP, pois assim qualquer imprevisto pode vir a danificar o relé primeiro ao invés da saída do CLP que possui um custo muito maior. 
Utilizando como exemplo um sensor, a saída NA do sensor acionaria a entrada do CLP, porém entre o CLP e o sensor adiciona-se um relé auxiliar que terá a função de proteger a entrada do CLP neste caso o relé poderá ter apenas um contato NA ou 1 Reversível. 
O mesmo aplica-se a saída do CLP, onde pode-se utilizar um relé para como interface para acionamentos de cargas indutivas e/ou cargas eletromagnéticas, contatores de potência, válvulas solenoides, eletroímãs, etc. O relés de interface são projetados para receber 24 V dc fornecidos pelo CLP para operar as bobinas de contatores que trabalham com 220 volts.
Por receber baixa tensão na bobinas as interfaces de relés podem serem utilizadas juntamente com botões de comando para controlar bobinas de contatores de potência cuja tensão da bobina é de 220 volts.
A bobina do relê interface é controlado pelo CLP ao passo que o contato normal aberto do relé garante o acionamento do contator. A comutação da bobina dá origem a sobretensões que têm efeitos adversos sobre os dispositivos eletrônicos, geralmente os relé de interface são equipados com supressores de surtos composto de um diodo, em antiparalelo com a bobina do relé.
Os relês de interface possuem um baixo consumo de energia no contexto dos sistemas eletrônicos. A ligação de limitadores de sobretensão eleva a vida útil de relês acopladores.
Folha de dados de Interfaces de Relés disponível  no link: 14_09_08 Rele de Interface PRZ.pdf
© Direitos de autor. 2016: Gomes; Sinésio Raimundo. Última atualização: 20/04/2016

quarta-feira, 29 de setembro de 2004

Aula 16 - Dispositivos de Sinalização utilizados em comandos elétricos


Um sinal visual deve ser projetado de tal forma que qualquer um que o veja possa reconhecê-lo e seja capaz de reagir imediatamente a ele. A norma EN60073 (IEC 60073: 2002) define os princípios de codificação para indicadores e atuadores.
De acordo com EN 60073 (IEC 60073: 2002) cores
e formas internacionalmente usadas e reconhecidas
podem ser resumidas como no quadro acima.
A cor e o piscar são os meios mais eficazes de atrair atenção e, portanto, precisam ser aplicados de maneira consistente; cores para prioridade e piscando para atrair a atenção. Quando dois níveis de atenção são necessários, duas velocidades de flash podem ser usadas; normal para o sinal de prioridade mais alta (84-168 flashes por minuto) e lento para a prioridade mais baixa (24-48 flashes por minuto). Normalmente, a velocidade normal deve ser quatro vezes mais rápida que a velocidade lenta.
As cores Vermelho / Laranja / Verde são a mais usadas de sinalização visual e a maioria das pessoas podem reconhecer e compreender a função de cada cor. As cores Azul e Branco fornecem níveis adicionais de indicação.
Também a padronização da posição de cada cor é vital. Vermelho deve estar sempre em a parte superior, no meio Laranja e verde na parte inferior. Isso ocorre porque, em alguns casos, uma pessoa pode não ser capaz de discernir a cor, mas saberá, pela posição da luz, o que sinaliza. As cores também devem contrastar com outras cores na mesma área para torná-las distinguíveis, novamente, para que possam ser compreendidas imediatamente.
Portanto os dispositivos de Sinalização que são componentes utilizados para indicar o estado em que se encontra um painel de comando ou processo automatizado. As informações mais comuns fornecidas através destes dispositivos são: ligado, desligado, falha e emergência.
Os Dispositivos de Sinalização podem ser do tipo Visual ou Sonoro. Os indicadores visuais fornecem sinais luminosos indicativos de estado, emergência e falha. São os mais utilizados devido à simplicidade, eficiência (na indicação) e baixo custo. São fornecidos por lâmpadas ou LEDs.
As cores indicadas são:  Vermelho  fixo - Máquina operando energizada - Perigo. São reservadas para indicações  o estado de alimentação elétrica geral ou equipamento ligado.
A cor  Verde  - Máquina pronta para Operar - desligada. É a cor usada para caracterizar “segurança” e é utilizada para indicar máquinas em estado seguro, ou desligada.

Vermelho Piscante ou Alaranjada  - é a cor empregada para indicar “falha”. São reservadas para indicações  estado crítico ou falha.

A cor Amarela indica situação importante, porém sem perigo, bem como alarme de nível baixo, ou máquina aguardando.
Branco - Máquina em movimento.
A cor Azul  - Comando remoto ou preparação de Máquina.
Os símbolos elétricos e cores utilizadas em um indicador luminoso estão representadas ao lado.
Os indicadores acústicos fornecem sinais audíveis indicativos de estado, falha e emergência. São as sirenes e buzinas elétricas. Utilizados em locais de difícil visualização (para indicadores luminosos) e quando se deseja atingir um grande número de pessoas em diferentes locais.
Outras cores são definidas pelo projetista, ou conforme a padronização que cada empresa adota para indicações.
Folha de dados de sinalizadores disponível  no link: 14_08_005 Sinalizadores L20_TPN .
Um breve resumo da IEC60073 pode ser consultado no link: 18_04_03 IEC60073_-_Coding_Principles_of_Beacons_and_Indicators .


© Direitos de autor. 2017: Gomes; Sinésio Raimundo. Última atualização: 20/04/2017