segunda-feira, 30 de março de 2026

AI 16 - Comandos Elétricos: Partida com Autotransformador de motor de indução trifásico - Prof. Sinésio Gomes

  Dispositivo de partida é o termo geral para um equipamento com um ou mais contatores que permite a conexão de um motor elétrico trifásico à sua fonte de alimentação principal.
Dispositivos de partida também podem ser usados ​​para limitar a corrente de partida de um motor a um valor aceitável quando conectado à rede elétrica principal. Um valor aceitável é aquele que não perturba o bom funcionamento da fonte de energia, como um gerador, pois isso também perturbaria outros equipamentos da instalação.
Limitar a corrente de partida também limitará o torque de partida de um motor elétrico. Isto pode ser necessário para proteger, por exemplo, uma caixa de redução de velocidades delicada, que poderia se danificar por causa do excesso de força no arranque direto.

Alguns exemplos de dispositivos de partida são: Partidas Diretas; Partidas Estrela Triângulo; Partidas com Autotransformadores; Partidas com Conversores (Soft-Starter) e  Inversores de frequência e Partidas com estrangulamento de alta tensão.

 1.3. Partidas com autotransformadores
As partidas de autotransformadores são baseadas no método de partida com tensão reduzida, em que a corrente de partida é reduzida proporcionalmente à tensão de partida. O torque de partida, entretanto, é reduzido proporcionalmente ao quadrado da tensão. Isto significa que este método de partida só pode ser usado para partidas com baixo torque (sem carga). Mas quando bem projetado, a potência do motor conectado a este tipo de partida pode ser considerável, às vezes na faixa de MW.
Um exemplo de partida de baixo torque e alta potência é uma partida para um propulsor de proa onde as pás da hélice são colocadas na posição zero antes da partida. As partidas de autotransformadores normalmente são fornecidas com diversas tomadas de tensão secundárias. Isto permite uma mudança na tensão de partida e no torque de partida durante o comissionamento de um sistema. Os valores destas derivações de tensão secundária estão normalmente na faixa de 55 a 70% da tensão nominal. Valores mais baixos aumentariam o tempo de partida, valores mais altos aumentariam as correntes de partida. Ambos os efeitos são indesejáveis.
Figura 03 - Partida com Autotransformador.

Exemplo de partida estrela-triângulo: 1. Tensão de entrada; 2. Fusíveis de força F1; 3. Contator КЗ;  4. Contator K2;  5. Contator K1,  6. Relé Térmico, 7. Motor elétrico; 8. Autotransformador T1; 9. Fusíveis de controle; 10. Botão Iniciar S1, 11. Botão Parar S0; 12 Fusíveis de controle F2; 9. Relé de tempo K4.

Diagrama elétrico de Partida Compensadora de Motor de Indução Trifásico está disponível em: 17_11_08 Partida Compensadora .

 © Direitos de autor. 2016: Gomes; Sinésio Raimundo. Última atualização: 20/07/2025.

terça-feira, 24 de março de 2026

AI 15 - Comandos Elétricos: Partida Estrela Triângulo de motor de indução trifásico - Prof. Sinésio Gomes

Dispositivo de partida é o termo geral para um equipamento com um ou mais contatores que permite a conexão de um motor elétrico trifásico à sua fonte de alimentação principal.
Dispositivos de partida também podem ser usados ​​para limitar a corrente de partida de um motor a um valor aceitável quando conectado à rede elétrica principal. Um valor aceitável é aquele que não perturba o bom funcionamento da fonte de energia, como um gerador, pois isso também perturbaria outros equipamentos da instalação.
Limitar a corrente de partida também limitará o torque de partida de um motor elétrico. Isto pode ser necessário para proteger, por exemplo, uma caixa de redução de velocidades delicada, que poderia se danificar por causa do excesso de força no arranque direto.
Alguns exemplos de dispositivos de partida são: Partidas Diretas; Partidas Estrela Triângulo; Partidas com Autotransformadores; Partidas com Conversores (Soft-Starter) e  Inversores de frequência e Partidas com estrangulamento de alta tensão.

1.2. Partida Estrela Triângulo

A partida estrela triângulo é um método muito utilizado, pois é econômico, utiliza tecnologias comprovadas e está amplamente disponível. Esta é uma maneira de reduzir a corrente de partida do motor de indução conectando inicialmente o enrolamento do estator em "Estrela",  e assim que o motor atingir a velocidade (68%) será conectado em "Triângulo".
Um exemplo de partida estrela-triângulo é fornecido abaixo. Para motores grandes, que requerem contatores grandes (K1,K2 e КЗ), esses contatores podem ser alimentados pela tensão primária em vez do transformador de tensão. Os contatores principais mostrados serão então substituídos por contatores auxiliares.

As partidas estrela-triângulo reduzem os valores primários da seguinte forma:

  • Tensão em 1,73;
  • Corrente de partida em 1/3;
  • Torque de partida em 1/3
  • Carga do motor em 1/3.

Exemplo de partida estrela-triângulo: 1. Tensão de entrada; 2. Motor elétrico; 3. Contator temporizador КЗ;  4. Contator K2;  5. Contator K1, 6. Botão Iniciar, 7. Botão Parar; 8. Fusíveis de controle; 9. Relé de tempo e 10. Transformador.

Figura 02 - Partida Estrela Triângulo.
Este método de partida de motor de indução trifásico funciona apenas quando a máquina está levemente carregado durante a inicialização. Se o motor estiver muito carregado, não haverá torque suficiente para acelerar o motor até a velocidade antes de passar para a posição triângulo.
Ao dar partida no motor, o torque da carga é baixo no início da partida e aumenta com o quadrado da velocidade. Quando atinge aproximadamente 80-85% da velocidade nominal do motor, o torque da carga é igual ao torque do motor e a aceleração cessa. Para obter a velocidade nominal é necessária uma mudança para a posição Triângulo. A mudança automática para a condição de operação Triângulo é preferível à mudança manual.   

Diagrama elétrico de Partida Estrela Triângulo de Motor de Indução Trifásico está disponível em:  17_11_06 Partida Estrela Triângulo  .

© Direitos de autor. 2004: Gomes; Sinésio Raimundo. Última atualização: 21/06/2026.

terça-feira, 17 de março de 2026

AI 14 - Comandos Elétricos: Partida Direta de motor de indução trifásico - Prof. Sinésio Gomes

Dispositivo de partida é o termo geral para um equipamento com um ou mais contatores que permite a conexão de um motor elétrico trifásico à sua fonte de alimentação principal.
Dispositivos de partida também podem ser usados ​​para limitar a corrente de partida de um motor a um valor aceitável quando conectado à rede elétrica principal. Um valor aceitável é aquele que não perturba o bom funcionamento da fonte de energia, como um gerador, pois isso também perturbaria outros equipamentos da instalação.
Limitar a corrente de partida também limitará o torque de partida de um motor elétrico. Isto pode ser necessário para proteger, por exemplo, uma caixa de redução de velocidades delicada, que poderia se danificar por causa do excesso de força no arranque direto.
Alguns exemplos de dispositivos de partida são: Partidas Diretas; Partidas Estrela Triângulo; Partidas com Autotransformadores; Partidas com Conversores (Soft-Starter) e  Inversores de frequência e Partidas com estrangulamento de alta tensão.

1.1 - Partida Direta 

A maneira mais simples de dar partida em um motor de corrente alternada trifásico é a partida direta on-line. Com este dispositivo o tempo de partida é mínimo, o torque de partida é máximo em plena tensão, mas a queda de tensão provocada na rede elétrica é máxima.
Os valores dos níveis de queda de tensão podem ser calculados quando os dados das cargas são conhecidos, bem como os dados da rede rede elétrica e capacidade dos transformadores e geradores. Em geral, um gerador é capaz de fornecer uma sobrecarga repentina de 50% da sua capacidade nominal de kVA, resultando numa queda de tensão nos terminais do gerador inferior a 15%.No caso de um grupo motor gerador á diesel, deve ser capaz de suportar um passo de carga de 20% ou mais sem uma queda de frequência superior a 10%, que deve ser recuperada em 15 segundos. O requisito mínimo para cargas escalonadas em geradores com motor diesel é de 33%. No entanto, os modernos motores diesel com injeção eletrônica de pressão constante e comumente utilizados têm alguma dificuldade em lidar com tais cargas escalonadas.
Figura 01 - Partida Direta

Isto permite mais 5% de queda de tensão na rede de distribuição, para ficar abaixo da queda de tensão máxima permitida de 20% durante a partida de um grande consumidor. A queda de tensão é resultado das capacidades do gerador, pois a carga do motor diesel durante a partida é determinada pelo fator de potência, geralmente inferior a 0,4 durante a partida.
Inicialmente na partida direta, uma corrente muito grande (5-8 vezes) flui no motor em plena carga. Essa corrente de surto diminui à medida que o motor acelera até sua velocidade de operação. Esta corrente de partida não causará danos ao motor, a menos que o motor seja iniciado e parado repetidamente em um curto espaço de tempo. 

Exemplo de partida direta: 1. Tensão de entrada; 2. Motor elétrico; 3. Base e fusível tripolar F1;  4. Contator K1, 5. Botão Iniciar S2, 6. Botão Parar S1; 7. Fusível de controle F1; 8. Sinalização H1.
Diagrama elétrico de Partida Direta de Motor de Indução Trifásico protegida por disjuntor com comando em 220 Vac está disponível em: 17_11_01 Partida Direta em 220 Vac de Motor de Indução Trifásico  .

© Direitos de autor. 2004: Gomes; Sinésio Raimundo. Última atualização: 20/07/2025.

terça-feira, 10 de março de 2026

AI 13 - Comandos Elétricos: Circuito de comando e potência - Prof. Sinésio Gomes

Circuitos de comando e potência elétrica são dispositivos utilizados para partidas de motores elétricos e é o termo geral para um equipamento com um ou mais contatores que permite a conexão de um motor elétrico trifásico à sua fonte de alimentação principal.
Dispositivos de partida também podem ser usados ​​para limitar a corrente de partida de um motor a um valor aceitável quando conectado à rede elétrica principal. Um valor aceitável é aquele que não perturba o bom funcionamento da fonte de energia, como um gerador, pois isso também perturbaria outros equipamentos da instalação.
Limitar a corrente de partida também limitará o torque de partida de um motor elétrico. Isto pode ser necessário para proteger, por exemplo, uma caixa de redução de velocidades delicada, que poderia se danificar por causa do excesso de força no arranque direto.
Alguns exemplos de dispositivos de partida são: Partidas Diretas; Partidas Estrela Triângulo; Partidas com Autotransformadores; Partidas com Conversores (Soft-Starter) e  Inversores de frequência e Partidas com estrangulamento de alta tensão.

© Direitos de autor. 2016: Gomes; Sinésio Raimundo. Última atualização: 20/07/2025.

quarta-feira, 4 de março de 2026

AI 12.1 - Comandos Elétricos: Dimensionamento para bombas centrífugas e submersa

Dimensionamento para bombas centrífugas e submersas: Para dimensionar motores para bombas centrífugas e submersas, é crucial analisar a altura manométrica, a vazão e a eficiência da bomba. 
 
Calculo de  potência hidráulica no eixo em quilowatts (kW) para água limpa na temperatura ambiente (densidade = 1000 kg/m³).
  • A fórmula prática empregada é: P (kW) = Q x H / 367 x η. onde: Q é a vazão, H é a altura manométrica e η é a eficiência da bomba. O fator 367 surge da conversão de unidades no sistema internacional: 1000 kg/m³} x 9,81 m2 / 3600 s/h x 1000  W/kW = 1/367.
Exemplo de Cálculo: Adotando uma eficiência típica de bomba centrífuga de 70% (η = 0,70), temos
  • Vazão (Q): 100 m³;
  • Altura Manométrica Total (H): 50 m;
  • Rendimento hidráulico (η): 0,70
P (eixo) = 100 x 50 / 367 x 0,70 = 5000 /256,9 = 19,46 kW.
 
Para converter a potência do eixo para cv (onde 1 cv = 0,7355 kW;
 
P (cv) = 19,46 / 0,7355 = 26,46 cv.
 
Fatores Complementares no Dimensionamento
Margem de Segurança do Motor Elétrico: Bombas centrífugas podem ter flutuações de ponto de operação caso a curva do sistema varie. Recomenda-se aplicar uma folga de potência nominal: 
  • Até 2 cv: +30% a +50%;
  • De 2 a 15 cv: +15% a +20%;
  • Acima de 15 cv: +10% a +15%
Para o exemplo de 26,5 cv, com margem de 15%, busca-se um motor comercial padronizado de 30 cv.
 
Eficiência Elétrica (η): A potência elétrica consumida da rede será superior à do eixo devido às perdas no estator/rotor do motor: P (elétrica) = P (eixo) x η 
 
Bombas Submersas: No caso de bombas submersíveis (como poços artesianos ou drenagem profunda), o motor opera diretamente submerso em invólucro estanque, exigindo atenção extra à velocidade de escoamento ao redor da carcaça para resfriamento adequado e verificação de cabos longos com queda de tensão.

© Direitos de autor. 2016: Gomes; Sinésio Raimundo. Última atualização: 20/07/2025.


terça-feira, 3 de março de 2026

AI 12 - Comandos Elétricos: Trabalho, Potência Elétrica, Mecânica e Rendimento de Motores - Prof. Sinésio Gomes

Para dimensionar corretamente um motor, é necessário entender e aplicar as fórmulas adequadas.
    1 - Cálculo baseado em torque e rotação ( P = T × ω ): O cálculo da potência com base no torque e na rotação é uma das abordagens mais diretas. A fórmula P = T × ω, onde P é a potência, T é o torque e ω é a velocidade angular, é essencial para determinar a potência necessária.

    2 - Cálculo baseado em corrente, tensão e fator de potência: Outra abordagem envolve o uso da corrente, tensão e fator de potência. A fórmula P = V × I × cos , onde V é a tensão, I é a corrente e cos é o fator de potência, ajuda a calcular a potência absorvida pelo motor.

    3 - Cálculo considerando rendimento e perdas: Considerar o rendimento e as perdas é crucial para uma estimativa precisa. A potência útil é calculada considerando o rendimento do motor, garantindo que o motor escolhido atenda às necessidades da aplicação.

Aplicação dos conceitos teóricos em situações reais.
Cálculo para esteiras transportadoras e elevadores: O dimensionamento para esteiras transportadoras e elevadores envolve a análise da carga, da velocidade e da inclinação. Por exemplo, para uma esteira transportadora movendo 50 toneladas por hora a 2 m/s, a potência necessária é calculada com base na força para mover a carga e na eficiência do sistema.

Dimensionamento para compressores e sistemas pneumáticos: Compressores e sistemas pneumáticos requerem um cálculo de potência que leva em conta a pressão de operação, a vazão de ar e a eficiência do compressor. Por exemplo, para um compressor que opera a 7 bar com uma vazão de 1000 litros por minuto, a fórmula P = (Q x P) / (η x 60) é empregada. Nela, Q é a vazão, P é a pressão e η é a eficiência do compressor.

Cálculo para ventiladores e sistemas de exaustão: Para ventiladores e sistemas de exaustão, o cálculo da potência leva em consideração a vazão de ar, a pressão estática e a eficiência do ventilador. Por exemplo, para um ventilador que move 5000 m³/h de ar contra uma pressão estática de 200 Pa, a fórmula P = (Q x ΔP) / η é utilizada. Nela, Q é a vazão, ΔP é a pressão estática e η é a eficiência do ventilador.

© Direitos de autor. 2016: Gomes; Sinésio Raimundo. Última atualização: 20/07/2025.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

AI 11 - Circuito de comando: Reostatos - Prof. Sinésio Gomes

 Um reostato trifásico é um conjunto de três resistores variáveis acoplados mecanicamente para controlar a corrente, o torque ou a velocidade em sistemas elétricos trifásicos de forma simultânea.

O que é e como funciona:
  • Estrutura: Possui três unidades resistivas independentes (uma para cada fase), mas operadas por um comando ou eixo único.
  • Princípio: Altera a resistência elétrica de maneira simultânea nas três fases, o que regula a intensidade da corrente ou o nível de tensão aplicado a uma carga.
  • Configuração: Frequentemente ligado em configuração estrela ou arranjos de bancada para testes e controle de potência.

Principais Aplicações
  • Motores de Rotor Bobinado: Usado no circuito do rotor de motores de indução trifásicos para garantir uma partida suave com alto torque e baixa corrente inicial, sendo reduzido gradativamente conforme o motor acelera.
  • Ensaios de Laboratório: Empregado em bancadas de testes para simular cargas resistivas trifásicas em geradores e transformadores.
  • Controle de Cargas de Potência: Regulação de equipamentos industriais de grande porte que exigem ajuste manual de corrente em três fases.
© Direitos de autor. 2004: Gomes; Sinésio Raimundo. Última atualização: 20/07/2026.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

AI 10 - Circuito de comando: Relés auxiliares - Prof. Sinésio Gomes

Os relés são componentes fundamentais em comandos elétricos e automação industrial, atuando tanto na lógica de controle quanto na proteção de equipamentos e circuitos lógicos (como CLPs). 
A seguir, destacam-se as principais características e aplicações dos três tipos apresentados:

1. Relé Temporizador (TDR / TR) - Dispositivo projetado para atrasar a comutação de seus contatos de acordo com um tempo pré-ajustado. As duas principais variações lógicas são:
  • Relé TON (On-Delay / Retardo na Energização):Funcionamento: Quando a bobina é energizada, inicia-se a contagem do tempo. Ao atingir o valor ajustado, os contatos comutam (o contato NF abre e o NA fecha). Permanece comutado até que a bobina seja desenergizada, momento em que os contatos retornam ao estado de repouso e a contagem é reinicializada. 
    • Aplicação típica: Partida estrela-triângulo de motores elétricos ou escalonamento de cargas para evitar picos simultâneos de corrente na rede.
  • Relé TOF (Off-Delay / Retardo na Desenergização):Funcionamento: Ao energizar a bobina (ou sinal de comando), os contatos comutam instantaneamente. Quando o comando de desligamento é acionado, inicia-se a contagem de tempo; apenas após o término desse período os contatos retornam ao estado de repouso. 
    • Aplicação típica: Sistemas de ventilação ou exaustão que precisam continuar funcionando por alguns minutos após o desligamento da máquina para resfriamento do sistema.
Folha de dados de Relés temporizadores disponível  no link: 14_09_04 Temporizador COEL AEG_r3.pdf 

Para complementar o catálogo de relés temporizadores em automação e comandos elétricos, outras três variações bastante comuns incluem:
  • Relé Cíclico: Alterna continuamente entre ligado e desligado em intervalos de tempo configuráveis (iguais ou independentes, Ton e Toff). Muito utilizado em sinalizadores luminosos, esteiras intermitentes e sistemas de lubrificação automática.
  • Relé de Pulso: Ao receber um pulso de comando, os contatos comutam instantaneamente e permanecem nessa posição apenas pela duração do tempo ajustado, retornando ao repouso mesmo que o sinal de entrada continue ativo. Útil para reset de circuitos ou partida rápida de processos.
  • Relé Estrela-Triângulo: Uma variante específica do TON com dois conjuntos de contatos e uma pausa fixa de segurança (tempo de transição, geralmente entre 20 ms e 50 ms) entre a abertura do contato estrela e o fechamento do contato triângulo, prevenindo curtos-circuitos transitórios.

2.
Relé de Sequência de Fase (RSF) - Dispositivo de monitoramento e proteção conectado diretamente às três fases da rede de alimentação (L1, L2, L3).
  • Funcionamento: Monitora a ordem de rotação das fases da rede trifásica. Caso a sequência esteja correta, o contato de saída permanece na posição de trabalho (habilitando o comando). Se houver inversão de fases (por exemplo, após manutenção na rede elétrica externa), o relé atua imediatamente desenergizando o circuito de controle.
    • Aplicação típica: Proteção de motores trifásicos que acionam bombas, compressores, elevadores ou esteiras transportadoras onde a rotação em sentido contrário causaria danos mecânicos graves, refluxo ou riscos operacionais.
Folha de dados de Relés de sequência de fase disponível no link: 26_09_01 Relés de sequência de fase.pdf

3. Relé Auxiliar / Relé de Interface - Relés compactos utilizados como ligação entre sistemas de controle de baixa potência (eletrônica/CLP) e cargas de comando de maior potência.
  • Isolação Galvânica: Protege as entradas e saídas digitais do CLP contra ruídos elétricos, curtos-circuitos e surtos de tensão, sacrificando um componente de baixo custo em caso de falha externa grave.
  • Conversão de Tensão: Permite que sinais de controle típicos de automação (como 24 Vcc) acionem bobinas de contatores, solenoides e atuadores que operam em tensões alternadas mais altas (ex.: 110 Vca ou 220 Vca).
  • Supressão de Transientes: Comumente contam com diodos de roda-livre em antiparalelo (em circuitos CC) ou varistores/filtros RC integrados à base ou bobina, evitando que os picos induzidos pela desenergização de cargas indutivas atinjam a eletrônica de controle. 
Folha de dados de Relés de interface disponível  no link: 14_09_08 Rele de Interface PRZ.pdf

© Direitos de autor. 2004: Gomes; Sinésio Raimundo. Última atualização: 20/07/2026. 

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

AI 09 - Circuito de comando: Botoeiras, chaves fim de curso e sinaleiros - Prof. Sinésio Gomes

Botoeiras são dispositivos de comando manual destinados a ligar ou desligar contatores e circuitos auxiliares por meio da comutação de seus contatos (abertos ou fechados). Formato e proteção:
  • Tipo soco (cogumelo): Acionador saliente de grande dimensão, voltado para paradas emergenciais e de fácil acesso.
  • Com tampa de proteção: Evita acionamentos acidentais, exigindo manobra deliberada.
  • Reação mecânica ao acionamento:
  • Pulsantes (com retorno por mola): Comutam os contatos apenas enquanto houver pressão mecânica aplicada. Ao soltar, retornam ao estado inicial.
  • Com retenção (trava): Comutam e mantêm a nova posição mesmo após o operador soltar o botão, exigindo uma nova ação para destravar ou retornar.
Padrão de cores (Normas IEC 73 / VDE 0199):
  • Vermelho: Parar, desligar ou emergência.
  • Verde ou preto: Ligar, partida.
  • Amarelo: Iniciar retorno, intervir para eliminar condição insegura.
  • Azul ou branco: Demais funções não abrangidas pelas cores anteriores.
Disposição física de instalação:
  • Vertical: O botão "desliga" deve ser montado acima do botão "liga".
  • Horizontal: O botão "desliga" costuma ficar à direita do botão "liga".
Os contatos dividem-se conforme a finalidade no circuito elétrico. 
Estados e Numeração dos Contatos Auxiliares: A identificação segue o padrão de dois dígitos (o primeiro é a ordem sequencial; o segundo define a função):
  • Normalmente Aberto (NA / NO - Normally Open): Estado de repouso: aberto (bloqueia a corrente até ser pressionado). Dígitos terminais: 3 e 4 (exemplo: bornes 13-14, 23-24).
  • Normalmente Fechado (NF / NC - Normally Closed): Estado de repouso: fechado (conduz a corrente até ser pressionado). Dígitos terminais: 1 e 2 (exemplo: bornes 11-12, 21-22).
Principais Tipos de Dispositivos Manuais
  • Botoeira Pulsadora: Opera por mola. Pressionar o botão abre 11-12 e fecha 13-14. Ao soltar, os contatos voltam instantaneamente aos bornes de repouso.
  • Botoeira com Trava Giratória: Ao ser acionada, inverte e bloqueia os contatos na nova condição. O retorno exige girar o acionador no sentido oposto.
  • Botão de Emergência (Cogumelo / Soco-trava): Ao receber pressão no cogumelo, trava imediatamente os contatos invertidos (cortando o comando). O destravamento ocorre girando a cabeça no sentido horário.
  • Chave Seletora (Rotacional / Comutadora): Seleciona entre dois ou mais caminhos ou modos de operação através de um contato comum (função composta com posições NA e NF independentes eletricamente, salvo projeto específico do circuito).
Folha de dados de botoeiras disponível  no link: 14_08_004 Botoeira TNZ.

Chaves fim de curso são dispositivos eletromecânicos acionados por partes móveis de máquinas, cilindros pneumáticos e hidráulicos para indicar posicionamento ou fim de percurso. 
Tipos de Atuadores:
  • Rolete Mecânico: Atuação bidirecional padrão.
  • Rolete Escamoteável (Gatilho): Atuação unidirecional (comuta em um sentido e articula livremente no retorno).
  • Haste Apalpadora: Acionamento linear direto para contato frontal e precisão.
Lógica de Comutação e Bornes: Borne 11 (Comum); Borne 12 (NF - Normalmente Fechado): Conduz em repouso; abre quando acionado e 
Borne 14 (NA - Normalmente Aberto): Aberto em repouso; conduz quando acionado.

Folha de dados de chave fim de curso disponível  no link: 14_08_006 Chave Fim de Curso FM9 .

Sinalização: Os dispositivos de sinalização informam aos operadores e mantenedores o estado funcional de um painel, máquina ou linha automatizada (ex.: ligado, pronto, falha, emergência).
  • Sinalização Visual (Lâmpadas / Sinaleiras LED / Torres Luminosas): É a mais comum pela clareza visual e baixo custo.
  • Sinalização Sonora/Acústica (Sirenes, Bezouros e Buzinas): Empregada quando o alerta precisa alcançar operadores em locais de difícil visibilidade ou atingir grandes áreas simultaneamente em situações críticas.
Princípios de Codificação Visual (IEC 60073 / EN 60073)
A eficácia de um sinal luminoso depende de cor, contraste, posição física e frequência de intermitência (piscar):

Disposição Física em Torres Luminosas (Top-down) 
  • Topo (Superior): Vermelho (alta prioridade / perigo).
  • Centro (Intermediário): Laranja / Âmbar (atenção / falha).
  • Base (Inferior): Verde (segurança / pronto).
Essa padronização garante que mesmo pessoas com deficiência na percepção de cores (daltonismo) identifiquem a condição operacional pela posição da luz acesa.

Frequências de Intermitência (Piscar)
  • Flash Rápido / Normal (84 a 168 flashes/min): Prioridade máxima / condição que requer resposta imediata.
  • Flash Lento (24 a 48 flashes/min): Prioridade secundária / alerta com menor criticidade (cerca de 4 vezes mais lento que o rápido).
Significado das Cores dos Indicadores Luminosos
  • Vermelho (Fixo): Perigo / Atenção Máxima - Máquina operando, energizada ou em estado sob risco elétrico geral.
  • Vermelho (Piscante)/Laranja: Falha / Emergência Crítica - Estado crítico, defeito operacional, sobrecarga ou interrupção de emergência.
  • Amarelo: Atenção / Alerta - Situação importante sem perigo imediato. Ex.: nível baixo de reservatório, espera, ciclo quase finalizado.
  • Verde: Segurança / Pronta para operar - Máquina desligada ou desenergizada em estado seguro, pronta para nova partida.
  • Branco: Neutro / Processo - Máquina em movimento regular ou confirmação de presença de fases/alimentação.
  • Azul: Ação Requerida - Modo Especial: Comando remoto ativo, liberação ou fase de preparação/setup da máquina.
Folha de dados de sinalizadores disponível  no link: 14_08_005 Sinalizadores L20_TPN .

Diagrama elétrico de atividade pratica de acionamento por botoeiras disponível em: AP_CEL_01 - Acionamentos por botoeiras .

© Direitos de autor. 2004: Gomes; Sinésio Raimundo. Última atualização: 20/07/2026. 

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

AI 08 - Circuito de potência: Disjuntor motor- Prof. Sinésio Gomes

Disjuntores motor são dispositivos de proteção para o circuito principal. Eles combinam controle e proteção do motor em um único dispositivo. São basicamente utilizados para ligar e desligar os motores manualmente e protege os motores e as instalações sem fusíveis contra curto circuito, sobrecarga e falta de fase. Principais Destaques do Funcionamento:
  • Proteção Térmica (Sobrecarga): Baseada em lâminas bimetálicas. O aquecimento por corrente excessiva e prolongada deforma o bimetal, desarmando o mecanismo antes que ocorra dano ao isolamento dos enrolamentos do motor.
  • Proteção Magnética (Curto-circuito): Atuação via bobina eletromagnética. Em picos de corrente extremos gerados por falhas francas, a atuação ocorre quase instantaneamente (milissegundos), extinguindo o arco elétrico.
  • Proteção contra Falta de Fase: Muitos modelos contam com mecanismo diferencial interno que acelera o desarme caso uma das três fases caia, impedindo que o motor queime operando em bifásico.
  • Curva de Partida: O dispositivo é projetado para suportar correntes elevadas de partida (que podem atingir 6 a 8 vezes a corrente nominal, Ip/In) sem desarmar indevidamente.
  • Ajuste Fino: O disco/trimpot frontal permite regular a faixa de atuação térmica exatamente para a corrente nominal (In) indicada na placa do motor.
As características técnicas e dimensões de Disjuntores Motores comerciais podem ser consultadas nos catálogos disponíveis nos links abaixo: 14_08_003 Disjuntor Motor.

 © Direitos de autor. 2004: Gomes; Sinésio Raimundo. Última atualização: 20/07/2026.